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na
canoa
a
palidez inunda a proa
– na canoa debruçada
o que bebo do rio
não é a lua
sorvo o reflexo
da distância
(e
tu, que sorves
no corpo da amada?)
escoando
o barco
eu meço o peito vazio
a rima soa
sugerindo
mundos
na embriaguez da noite nua
(e
tu, que surges
nos lábios de minha ânsia?)
desmaia
a tez da lua louca
– é o líquido luar
que me amanhece
desfio a alma
no destino
da canoa
(e
tu, que luas
derramaste em minha boca?)
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